Infinita(mente)
Para ele,
enamorar o céu era a salvação
A poeta
se contentava com o bloco de papel
Firmes
canetas em seu envelhecido tinteiro
E uma prazerosa
taça de vinho seco
Seca de
palavras, apenas inspirações
A
lembrança daquele sonoro olhar
Era a
imagem perfeita da distração
Transpiração
em imagem dual, carnal
Carregada
de imaginárias cores
Na monocromática
sequência do pensar
Que por
hora, eram ruídos de sonhos
(Des)conexos
ao pensamento real
Ele ali, deitado,
olhando para o céu
Uma escultura
contemplativa
De quereres
em imortal(idade)
Inerte, pensando
na in(finita) vida
A escrevinhadora
infinita(mente) pálida
Sucumbiu no
total alento
Em doses (in)conscientes
e vívidas
Vividas na
observação do deus
Era efêmera
e simbiótica sensação
Entre sabores
não sentidos
Vozes não
ouvidas, face não tocada
Apenas beleza
em contemplação
Perene
era a alma fotografada
Sem
escassez de sorriso
Que velejava
doce(mente) leve...
Até o bravo
tempo se despertar
Derramando
a taça sobre a mesa
Sangrando
a solitária folha de papel
Da poeta
que insana(mente) sonhou
Versando
poemas na nudez da pele.
Poema: Celeste
Farias
Imagem/Modelo: Diego Fernando

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